Um ex-sócio de Paulo Guedes no ramo da mineração foi nomeado em três vagas diferentes para “conselhos de administração” de instituições estatais desde o início do atual governo. Cargos remunerados. Eudes de Gouveia Varela ocupa o posto de “representante indicado pelo Ministério da Economia” nos conselhos do Banco do Nordeste do Brasil e da EMBRAPA. E na CONAB a indicação consta como do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Engenheiro de formação, se apresenta como “consultor de gerenciamento” em seu currículo. E é na condição de sócio-administrador que aparece no “Centro de Estudos Pesquisas Minerais Capitão Felizardo Ltda (CEP Capitão Felizardo)”, onde teve laços societários com o todo-poderoso ministro da economia de Jair Bolsonaro. A empresa é registrada na base de dados da Receita Federal tendo como fim a “atividade de estudos geológicos”.

O sócio de Paulo Guedes aparece em uma citação de colaboração internacional feita pelo Ministério Público da Suíça com a Força Tarefa da Operação Lava Jato. Eudes Varela nega ter conta na Suíça e qualquer relação com envolvidos no escândalo da Petrobras. (Ver outro lado ao fim da reportagem).

O nome de Eudes Varela aparece na documentação da Cooperação Jurídica enviada pelo Ministério Público da Suíça ao Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça brasileiro e depois repassada para a Procuradoria Geral da República (PGR). Os documentos são públicos e relativos aos processos ligados ao escândalo de corrupção da Petrobras e a um complexo esquema de contas interligadas para lavagem de dinheiro.

Eudes Varela não é um dos citados por corrupção na Petrobras mas seu nome aparece na teia de contas bancárias na Suíça de Glauco Colepicolo Legati, gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras para a Refinaria Abreu e Lima, condenado na Lava Jato.

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