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Novos vazamentos são suficientes para anular processos de Moro, diz Veja

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Em parceria com o site The Intercept Brasil, a revista Veja publicou, nesta sexta-feira 5, a primeira reportagem sobre os desdobramentos das conversas vazadas da Lava Jato e traz diálogos inéditos entre o então juiz da operação, Sérgio Moro, e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

Segundo a revista, a sua equipe jornalística “mergulhou” no conteúdo e analisou 649.551 mensagens e comprovou a veracidade das informações, que tornam o caso ainda mais grave. 

A revista Veja sempre apoiou Sérgio Moro, o qual ganhou diversas capas em sinal de aprovação ao trabalho do magistrado frente à Operação Lava Jato. Em editorial, postado junto com os novos vazamentos, a revista diz que “continua ao lado da operação, mas que não pode fechar os olhos para os abusos cometidos por Moro na condução dos processos”. 

O conteúdo vazado pela revista, em parceria com o site The Intercept Brasil, é grave e mostra que Moro era o condutor das denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Além disso, diálogos mostram que decisões foram tomadas antes mesmo de serem apresentadas, o que revela uma relação promíscua entre acusadores e o julgador. 

Ainda para a revista Veja, o conteúdo dos diálogos vazados é suficiente para a suspeição de Sérgio Moro e a anulação de todos os seus atos no processo. 

  • Em  2016, Dallagnol diz para Moro que a denúncia de Lula seria protocolada em breve. O ex-juiz responde com um emoticon de felicidade , ao lado da frase: “um bom dia afinal”.
  • Moro alertou Dallagnol sobre falta de informação em uma das denúncias. O juiz estava ajudando os procuradores a fortalecer a peça de acusação. Atitude ilegal perante à Constituição.
  • Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de MPF: “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”.
  • Moro cobra manifestação do MPF sobre pedido de revogação de prisão e Dallagnol envia para o magistrado outras decisões para Moro justificar suas prisões. Uma clara relação de cumplicidade entre MPF e o juiz.
  • Em diálogo com Dallagnol, Moro se mostra contrário à delação de Eduardo Cunha. Um juiz não pode opinar em negociações com delatores, função exclusiva do Ministério Público.
  • A pedido de Moro, delegada da Polícia Federal esconde prova encontrada em busca e apreensão na casa de um dos executivos da Andrade Gutierrez. Um juiz não pode pedir pressa ou guardar algo que foi apreendido pela polícia.
  • Moro cobra Dallagnol posição do MPF sobre pedido de habeas corpus impretado pela Odebrecht. O procurador avisa o juiz que precisa de mais um dia para escrever e envia para Moro a versão ainda não finalizada para o juiz ir escrevendo sua decisão. Uma atitude ilegal, que fere a lei.
  • Moro pede para que procuradores do MPF esperem até novembro de 2015 para apresentarem uma denúncia contra José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Moro aceitou a denúncia no dia seguinte à apresentação, o que mostra que a decisão já tinha sido tomada antes mesmo de ser apresentada. Uma atitude que fere a imparcialidade de um juiz.
  • Moro sugeriu ao MPF as datas da operação que prendeu o professor Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear. O diálogo mostra que Moro era o chefe do MPF e decidia as movimentações da acusação. Algo extremamente grave para um juiz.
  • Moro comenta com Dalla­gnol que havia sido procurado pelo apresentador Fausto Silva. Segundo o juiz, o apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava Jato, mas deu um conselho: “Ele disse que vcs nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. O apresentador confirmou o conteúdo das conversas.

Créditos carta CAPITAL

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Redação Notícias Interativas: https://noticiasinterativas.com.br Perfil oficial do site noticias interativas
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