Ele falou do estilo que ficou conhecido e declarou que não pretende mudar para se adaptar a algo que caia nas graças do eleitorado

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) comentou os primeiros meses de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e criticou o momento vivido pela democracia brasileira. Ele falou do estilo que ficou conhecido e declarou que não pretende mudar para se adaptar a um estilo que caia nas graças do eleitorado.

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“No Brasil tenho aprendido todo dia. O Brasil são muitos Brasis. Esse estilo de falar o que pensa em São Paulo, no Sul, parece que o camarada não tem papas na língua, temperamental. Eu não quero, para ser presidente do Brasil, colocar uma pedra no lugar do coração. Um único sentido de eu estar na política é a confiança no povo”, afirmou, durante entrevista a Mário Kertész na Rádio Metrópole hoje (4), durante o Jornal da Metrópole no Ar. 

Ele declarou que, diante das ações de Bolsonaro, é necessário traduzir para o povo o que o governo anda fazendo. “Agora tem uma entrevista com Bolsonaro na Folha, despudoradamente, dizendo que vai apropriar a Polícia Federal. E a razão é para proteger o filho, que tá enrolado até a garbante com milícia e com dinheiro desviado. Eu não tenho rabo de palha. A minha obrigação é ajudar as pessoas a entender o que está acontecendo”, acrescentou.

Ainda segundo Ciro, ele vive uma versão mais equilibrada de sua vida. Entretanto, não deixa de criticar injustiças quando elas são noticiadas. “Eu tenho 61 anos, vamos ficando mais sereno, a visão mais equilibrada. Jamais serei um vegetal para ver um jovem, negro, que tava pegando uma barra de chocolate, ser amarrado e chicoteado. Isso é uma coisa que no meu coração, eu não chamo de filho da puta porque sou sereno, equilibrado”, declarou o ex-ministro. “Imagine se é meu filho. Eu to educando ele, mas o filho da pobreza tá com fome. O filho da pobreza ouve todo dia ‘compre, compre e compre’ e não tem dinheiro. Mas não, amarra e chicoteia. A gente fica frio? eu não”, concluiu.