Jair Bolsonaro se reúne nesta terça-feira com o príncipe saudita Mohammed bin Salman, que na prática está à frente do Reino e é acusado de ser o mandante do assassinatro do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018.

O príncipe que se encontra com Jair Bolsonaro nesta terça-feira é tratado formalmente como sucessor (o país está sob o comando do rei Salman bin Abdel Aziz), além de chefiar a Defesa e ser vice-primeiro-ministro.

O Reino Saudita é uma cruel ditadura fundamentalista adepta do wahhabismo, vertente ultraconservadora do Islã.

A reunião com Salman e o roteiro escolhido no Oriente Médio colocam em xeque o discurso recorrente de Bolsonaro de que não se alinharia a ditaduras. Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos fazem parte das monarquias do Golfo Pérsico e não são exatamente modelos de democracia.