Médico oncologista foi consultor informal na campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, em 2018; chegou a ser cotado para o cargo, mas Mandetta acabou sendo o escolhido em um primeiro momento

Indicado nesta quinta-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo de ministro da Saúde, em substituição a Luiz Henrique Mandetta, o oncologista Nelson Teich defende a necessidade de isolamento social horizontal no combate ao coronavírus.

Em artigo publicado em 2 de abril em uma rede social, Teich fala na importância de medidas como o isolamento social, a testagem em massa e o uso de projeções matemáticas no enfrentamento da pandemia.

“ALÉM DO IMPACTO NO CUIDADO DOS PACIENTES, O ISOLAMENTO HORIZONTAL É UMA ESTRATÉGIA QUE PERMITE GANHAR TEMPO PARA ENTENDER MELHOR A DOENÇA E PARA IMPLANTAR MEDIDAS QUE PERMITAM A RETOMADA ECONÔMICA DO PAÍS”.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto na tarde desta quinta, Teich afirmou que não haverá “definição brusca” sobre esse tema.

O presidente Jair Bolsonaro já defendeu publicamente o que chama de “isolamento vertical”, menos rigoroso por ser restrito a grupos de risco, como pessoas acima de 60 anos.

Em 24 de março, em outro artigo sobre o coronavírus, o médico destaca as dificuldades enfrentadas pelo gestor de saúde em meio à pandemia e cita pontos que devem ser considerados nas tomadas de decisão.

“Não me coloco aqui como alguém que defende um lado ou outro, na verdade é o oposto, não pode existir lado. O fundamental é analisar criticamente e de forma contínua a situação e as projeções, integrando continuadamente a nova informação na análise. A informação que chega a cada dia precisa ser complexa, detalhada e em tempo real. É necessário rever diariamente a realidade, os cenários, as projeções e as ações. Como comentado, projeções e posições radicais e emocionais só levam a mais confusão e problema”, diz.