Desdobramentos da investigação da morte da vereadora Marielle Franco mostram que não há indícios da participação da família Bolsonaro no planejamento e execução do crime. De acordo com o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, é “certeza” que nenhum parente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) coagiu com o assassinato.

“Não tem nenhuma participação da família Bolsonaro nesse evento. Não temos indício dessa família no caso. Temos certeza que não há participação”, afirmou, nesta quarta-feira (10).

Questionado sobre a ida de um dos acusados à residência do “Seu Jair”, na casa 58, residência do então deputado federal, em Março de 2018, Nunes alegou que o porteiro pode ter se confundido por conta da idade avançada.

“O porteiro é um senhor e pode ter se enganado no momento”, contou, em coletiva de imprensa. “Temos outros inquéritos que vão resultar na prisão de outras pessoas”, continuou. Segundo agenda do ex-parlamentar, ele estava em Brasília na data da suposta visita.

Finalização do inquérito

O delegado deu a previsão de finalizar o inquérito ainda este ano.

Nesta quarta-feira, mais um acusado de ter matado a vereadora foi preso. O sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, de 44 anos, é acusado de ter sido cúmplice de Ronnie Lessa, principal suspeito pela morte de Marielle. Ele ainda não prestou depoimento à polícia.