Análise: Vasco é melhor, reforços dão indícios de que podem agregar, mas bola aérea – outra vez – traz sufoco

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Com intensidade alta, chegada à frente e boas trocas de passes, meio-campistas dão criatividade a um time que não tinha imaginação e nem construção durante maior parte de 2020

O Vasco sofreu desnecessariamente na reta final do jogo por conta do crônico problemas das bolas aéreas, mas voltou de Tombos com a classificação e vários pontos de evolução a serem celebrados. Nos 2 a 1 sobre o Tombense, o Vasco mostrou o que vinha apresentando nos últimos jogos: tem cara de time, coisa que não tinha na temporada passada. É intenso, trabalha a bola, e o meio-campo, setor que deve ser o cérebro de toda a equipe, pensa e constrói.

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O Vasco pela terceira vez consecutiva entrou em campo jogando bola. Intenso, bem posicionado e sempre alerta. E assim foi rapidamente premiado, logo aos dois minutos, não numa jogada trabalhada, mas em movimentos sagazes que demonstram o espírito dessa garotada. Galarza subiu para dividir bola que talvez um outro baixinho evitasse. Ganhou com uma cabeçada, e Pec, ligado, meteu-se no meio de três zagueiros, disparou e bateu na saída de Felipe.

O Vasco foi melhor o tempo todo. Mostrou intensidade, troca de passes, mas a bola aérea segue levando pânico ao time e ao torcedor. Serão sete dias até o clássico com o Flamengo, no Rio, pelo Carioca. É o dever de casa a ser feito à exaustão. E Marcelo Cabo com certeza repetirá muito esse fundamento nos próximos dias. Há outros ajustes defensivos a serem feitos, principalmente em relação ao buraco que costuma se abrir entre meio e zaga quando o time se cansa, mas, pela terceira vez seguida, o saldo vascaíno foi positivo.