Após fim do silêncio, Carli reafirma confiança na diretoria e diz que elenco não cogitou greve, entenda

Capitão diz que salário de junho segue atrasado, mas que protesto sem entrevistas visou não afetar a parte técnica com possível paralisação dos treinos

Foram quase três semanas de silêncio. Após o pagamento de parte dos salários atrasados, o elenco do Botafogo voltou a falar com a imprensa no último domingo: Erik deu entrevista antes do jogo e João Paulo falou na zona mista após a derrota para o Santos. Nesta segunda-feira, foi a vez do capitão Joel Carli falar em nome do elenco.

Na sala de imprensa do Estádio Nilton Santos, o zagueiro argentino abriu a entrevista fazendo um breve pronunciamento e agradeceu a imprensa pelo respeito à decisão do grupo. Carli garantiu ainda que o grupo não cogitou fazer greve e deixar de treinar, como aconteceu recentemente por duas vezes no Fluminense, por exemplo.

  • Nossa decisão principal foi não prejudicar nosso trabalho e ele passa pelo que fazemos em campo. Barroca e Anderson Barros falaram sobre não afetar a parte técnica. Por isso estamos longe de pensar em não treinar (greve).
  • Ainda faltam os salários de junho. Mas estamos acostumados a isso. A diretoria sempre tem nosso voto de confiança. Mas também tínhamos que mostrar nossa insatisfação. Por isso optamos pelo silêncio – resumiu.

Além das dificuldades financeiras, o Botafogo também vive em um mau momento dentro de campo. Nos três últimos jogos no Campeonato Brasileiro, a produção ofensiva foi muito ruim. Já são três partidas sem vencer e sequer balançar as redes adversárias.

Nesta quarta-feira, o Alvinegro volta a campo para disputar uma de suas prioridades na temporada 2019: a Copa Sul-Americana. E Carli sabe que é preciso mudar a chave rapidamente para enfrentar o Atlético-MG pelas oitavas de final da competição.Sabemos que é outra competição. Em casa temos que ganhar. Ficamos chateados pelos últimos resultados no Brasileirão. Agora, temos que ganhar em casa de qualquer jeito – comentou Carli

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