Envolvido: amigo de Wallber virgulino é comandante do desvio de merenda em CG e deputado silencia

Um dos apontados como comandante do esquema que desviava recursos da merenda escolar na gestão de Romero Rodrigues (PSD) na Prefeitura de Campina Grande é Frederico de Brito Lira. Ele é empresário e possui amizade com personalidades que atuam na política paraibana, dentre eles o deputado Wallber Virgolino (PATRI). Lira possui um haras, que chega a ser frequentado pelo parlamentar.

Frederico de Brito Lira é o responsável por trás da empresa de fachada que vencia licitações na Secretaria de Saúde, e negociava todas as transações licitatórias, inclusive com sobrepreços.

Conhecido por suas declarações contra a corrupção, curiosamente Wallber silenciou com relação a Operação Famintos, que desbaratou um esquema milionário no município campinense. E, além disso, não apontou culpados ou criticou nominalmente membros da organização que atuava no desvio da verbas da merenda escolar.

Um dos exemplos deste silêncio é na esfera virtual. Bastante atuante nas redes sociais, e sempre comentando os principais assuntos do estado, muitos deles sobre corrupção e segurança pública, o deputado Wallber ainda não tratou sobre o assunto no ambiente digital.

O comandante

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, a empresa Delmira Feliciano Gomes ME, na qual a proprietária tem o mesmo nome, venceu várias licitações para fornecimento de merenda escolar, porém, um homem identificado como Frederico de Brito Lira comandava de fato a empresa. A pessoa Delmira Feliciano Gomes nunca existiu. Foram criados documentos fictícios para abertura do negócio, que movimentou R$ 18 milhões de 2013 a 2016.

Ao longo da denúncia, a Procuradora da República Acácia Soares Peixoto Suassuna afirma que Frederico de Brito Lira se utiliza desta empresa para vencer licitações e que interceptações telefônicas e transações bancárias comprovam que ele comanda a empresa.

Conforme o MPF, a secretária tinha total conhecimento de que Frederico de Brito Lira usava a empresa de fachada e demonstrava isso em ligações telefônicas com outros agentes públicos. Como em um contato com o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura de Campina Grande, Hélder Giuseppe Casulo de Araújo.

“Todas essa conversas, aliadas às irregularidades verificadas pela CGU, evidenciam a participação direta de Iolanda Barbosa da Lira e Paulo Roberto Diniz de Oliveira nas fraudes aos procedimentos licitatórios e contratos vinculados à Secretaria de Educação, notadamente aqueles que envolvem Frederico de Brito Lira”, afirma a procuradora Acácia Soares Peixoto no pedido de prisão.

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