LIGAÇÃO DO CLÃ BOLSONARO COM MORTE DE MARIELLE É ATERRORIZANTE, DIZ EX-ASSESSORA

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Em entrevista ao Diário de Notícias, o maior jornal de Portugal, a jornalista Fernanda Chaves, ex-assessora da vereadora Marielle Franco, confessa-se assustada por a polícia suspeitar de uma milícia com relações o clã Jair Bolsonaro; “As ligações de Bolsonaro e do filho, através de muitos membros dos seus gabinetes, a milícias e, mais precisamente, ao grupo miliciano acusado de executar a Marielle, são aterrorizantes. E têm de ser investigadas e cobradas”; miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e sua mulher no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro, atual senador, na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos contra Marielle.

A jornalista Fernanda Chaves, ex-assessora da vereadora Marielle Franco e que sobreviveu ao ataque que matou a vereadora e o motorista Anderson Gomes, concedeu uma longa entrevista ao Diário de Notícias, o maior jornal de Portugal.

Fernanda, que está numa cidade não revelada, conta detalhes do que aconteceu no dia do assassinato de Marielle, o que ela fez após o crime e confessa-se assustada por a polícia suspeitar de uma milícia, o Escritório do Crime,cujos chefes têm forte ligação ao clã Bolsonaro.

“Durante esse tempo todo eu tenho evitado divagar sobre as possibilidades da autoria do assassinato. É uma posição pensada porque eu sinto que não tenho de dar respostas, tenho é de recebê-las: o estado brasileiro, a polícia é que me está a dever respostas a mim, a todos nós, ao mundo. No entanto, não dá para negar, pelo perfil do crime, pela arma utilizada, que há envolvimento de milícias. E não é novidade que a família do presidente Jair Bolsonaro tem ligação com as milícias – ele já as exaltou e o filho dele homenageou polícias envolvidos em milícias”, diz a jornalista ao jornal português.

“As milícias são grupos armados compostos por polícias, bombeiros, agentes penitenciários – uma espécie de braço armado do Estado atuando no crime, portanto. No fundo, são máfias, porque dominam territórios, cobram às populações por serviços de gás, televisão por cabo ou aluguer de forma criminosa. E agem sobre decisões políticas. As ligações de Bolsonaro e do filho, através de muitos membros dos seus gabinetes, a milícias e, mais precisamente, ao grupo miliciano acusado de executar a Marielle, são aterrorizantes. E têm de ser investigadas e cobradas. Mas a minha avaliação sobre o assunto acaba aí. Quem tem de falar são as autoridades”, Diz ela.

O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e sua mulher no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro, atual senador, na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos contra Marielle Franco (leia mais).

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