Procuradora geral da República diz que só Flávio Bolsonaro deve ser blindado

A Procuradora-Geral da República afirma que a decisão de Toffoli não poderia abranger todas investigações abrangendo o COAF no país, apenas a de Flávio Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República apresentou um recurso nesta terça-feira (23) contra a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli , que suspendeu as investigações baseadas em relatórios financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A decisão foi tomada após um pedido do senador Flávio Bolsonaro(PSL-RJ) no caso Queiroz. Raquel Dodge afirma que a decisão de Toffoli não poderia abranger todas investigações no país porque extrapola as condições iniciais do caso, e um juiz não pode ir além do que é solicitado pelas partes. Ela quer que a decisão seja restrita ao caso Queiroz.

“A decisão suspendeu toda e qualquer investigação, inquérito, PIC, ação penal e execução penal em curso no território nacional em que haja informação do COAF, da Receita Federal e do BACEN ao Ministério Público, o que vai muito além do que foi pedido pelo requerente em petição avulsa e pelo Ministério Público no recurso extraordinário”, afirmou.

Caberá agora a Toffoli decidir se modifica algum ponto de sua decisão ou se levará o assunto diretamente ao plenário do STF para discussão do mérito.

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