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Vídeo; deputado Julian Lemos perde a cabeça e da cabeçada em colega na Câmara dos deputados

deputado Julian Lemos, do PSL da Paraíba, deu uma cabeçada no deputado Expedito Netto, do PSD de Rondônia, ontem no plenário da Câmara.

Lemos foi o coordenador da campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste. Netto afirmou à coluna que denunciará Lemos ao Conselho de Ética da Casa, que pode recomendar a cassação do mandato parlamentar.

“Se a moda de agressão no plenário pega, estamos perdidos”, disse.

A confusão começou quando Lemos deu um empurrão no deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL do Pará. Netto foi repreender Lemos e levou uma cabeçada.

Veja o vídeo:

No ano passado, reportagem da Folha já trazia alguns fatos sobre o comportamento violento de Julian Lemos:

Coordenador de Bolsonaro na Paraíba é acusado de agressão contra mulheres

22 de dezembro de 2017  

Apresentado por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como seu coordenador político no Nordeste, o dirigente partidário Julian Lemos foi por três vezes alvo da Lei Maria da Penha, acusado de agressão pela irmã e pela ex-mulher. Os casos ocorreram em 2013 e 2016. Em um deles, o dirigente foi preso em flagrante.

Lemos é presidente na Paraíba do Patriota, partido ao qual Bolsonaro negocia filiação para se lançar à Presidência em 2018, e aparece em ao menos 20 ocasiões em fotos e vídeos com o pré-candidato. Em um dos vídeos, Bolsonaro chama Lemos de “meu homem de confiança da Paraíba”. Em outro, deseja bom final de ano aos paraibanos, em especial a Lemos, que identifica como o seu coordenador político no Nordeste.
Lemos se apresenta como consultor de segurança e diz ter conhecido Bolsonaro quando fez sua escolta em João Pessoa (PB). Os dois aparecem lado a lado na assinatura da pré-filiação de Bolsonaro ao Patriota. Dos três inquéritos, dois foram arquivados após a ex-mulher, Ravena Coura, apresentar retratação às autoridades, dizendo ter “se exaltado nas palavras e falado além do ocorrido”.

A primeira queixa ocorreu em 2013, ocasião em que ela relatou às autoridades ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Lemos foi preso em flagrante.
Em 2016, a ex-mulher fez nova representação. Segundo relato aos policiais, seu ex-companheiro “é uma pessoa muito violenta” e a ameaçou dizendo: “Vou acabar com você, você não passa de hoje”.

Seis meses depois, em documento entregue à Justiça pelos advogados de Lemos, ela diz que tudo não passou de uma “desavença banal” e afirma que o ex-marido “é um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações”.

Na audiência em que ela se apresentou pessoalmente ao juiz, a ex-mulher disse que já havia perdoado seu ex-companheiro, manifestando o desejo de desistir da acusação.
O terceiro inquérito foi aberto em 2016 por representação da irmã do dirigente e está em andamento. Em depoimento aos policiais, Kamila Lemos afirmou ter tentado “apaziguar” uma briga do irmão com a ex-mulher, quando passou a ser ofendida e agredida fisicamente, com “murros, empurrões”, tendo sido arrastada pelo pescoço. Laudo do IML confirmou escoriações.

Quase um ano depois os advogados de Lemos apresentaram carta com retratação da irmã sob o argumento de que o caso já fora resolvido pelas partes. A Justiça quer, porém, ouvi-la em audiência, que ainda não ocorreu porque Kamila estaria morando na Argentina. Por lei, casos de violência física seguem tramitando, ainda que a vítima desista da queixa.

Fonte: O FOLHA


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Redação Notícias Interativas

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