Vídeo; deputado Julian Lemos perde a cabeça e da cabeçada em colega na Câmara dos deputados

Descontrolado, Julian Lemos dá cabeçada em deputado dentro do plenário e poderá ser cassado.

0
37

deputado Julian Lemos, do PSL da Paraíba, deu uma cabeçada no deputado Expedito Netto, do PSD de Rondônia, ontem no plenário da Câmara.

Lemos foi o coordenador da campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste. Netto afirmou à coluna que denunciará Lemos ao Conselho de Ética da Casa, que pode recomendar a cassação do mandato parlamentar.

“Se a moda de agressão no plenário pega, estamos perdidos”, disse.

A confusão começou quando Lemos deu um empurrão no deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL do Pará. Netto foi repreender Lemos e levou uma cabeçada.

Veja o vídeo:

No ano passado, reportagem da Folha já trazia alguns fatos sobre o comportamento violento de Julian Lemos:

Coordenador de Bolsonaro na Paraíba é acusado de agressão contra mulheres

22 de dezembro de 2017  

Apresentado por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como seu coordenador político no Nordeste, o dirigente partidário Julian Lemos foi por três vezes alvo da Lei Maria da Penha, acusado de agressão pela irmã e pela ex-mulher. Os casos ocorreram em 2013 e 2016. Em um deles, o dirigente foi preso em flagrante.

Lemos é presidente na Paraíba do Patriota, partido ao qual Bolsonaro negocia filiação para se lançar à Presidência em 2018, e aparece em ao menos 20 ocasiões em fotos e vídeos com o pré-candidato. Em um dos vídeos, Bolsonaro chama Lemos de “meu homem de confiança da Paraíba”. Em outro, deseja bom final de ano aos paraibanos, em especial a Lemos, que identifica como o seu coordenador político no Nordeste.
Lemos se apresenta como consultor de segurança e diz ter conhecido Bolsonaro quando fez sua escolta em João Pessoa (PB). Os dois aparecem lado a lado na assinatura da pré-filiação de Bolsonaro ao Patriota. Dos três inquéritos, dois foram arquivados após a ex-mulher, Ravena Coura, apresentar retratação às autoridades, dizendo ter “se exaltado nas palavras e falado além do ocorrido”.

A primeira queixa ocorreu em 2013, ocasião em que ela relatou às autoridades ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Lemos foi preso em flagrante.
Em 2016, a ex-mulher fez nova representação. Segundo relato aos policiais, seu ex-companheiro “é uma pessoa muito violenta” e a ameaçou dizendo: “Vou acabar com você, você não passa de hoje”.

Seis meses depois, em documento entregue à Justiça pelos advogados de Lemos, ela diz que tudo não passou de uma “desavença banal” e afirma que o ex-marido “é um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações”.

Na audiência em que ela se apresentou pessoalmente ao juiz, a ex-mulher disse que já havia perdoado seu ex-companheiro, manifestando o desejo de desistir da acusação.
O terceiro inquérito foi aberto em 2016 por representação da irmã do dirigente e está em andamento. Em depoimento aos policiais, Kamila Lemos afirmou ter tentado “apaziguar” uma briga do irmão com a ex-mulher, quando passou a ser ofendida e agredida fisicamente, com “murros, empurrões”, tendo sido arrastada pelo pescoço. Laudo do IML confirmou escoriações.

Quase um ano depois os advogados de Lemos apresentaram carta com retratação da irmã sob o argumento de que o caso já fora resolvido pelas partes. A Justiça quer, porém, ouvi-la em audiência, que ainda não ocorreu porque Kamila estaria morando na Argentina. Por lei, casos de violência física seguem tramitando, ainda que a vítima desista da queixa.

Fonte: O FOLHA


Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui